domingo, 22 de novembro de 2009

Vai encerrar a conta-corrente? Saiba quais são os procedimentos corretos

Uma dica importante, de como se deve agir para encerramento de conta-corrente e, principalmente, de como evitar surpresas e dissabores depois disso, quando se acha que tudo saiu como o planejado.


Acompanhe o texto formulado pela InfoMoney:



Deixar de utilizar uma conta corrente, nem sempre significa encerramento automático, visto que, muitas vezes, o banco pode manter a conta paralisada, apesar de suspender a cobrança de tarifas depois de determinado período, e cobrar judicial ou extrajudicialmente o cliente.



Dessa forma, segundo alerta da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) quem deseja inativar uma conta bancária deve entregar uma solicitação por escrito, de preferência em formulário específico do banco, em qualquer agência da instituição financeira.



O documento deve conter a assinatura do cliente ou de seu procurador legalmente habilitado e quando se tratar de contas conjuntas, o encerramento só pode ser feito mediante a assinatura de todos os titulares ou de seus representantes legais.



Pendências


Feita a solicitação, a instituição, por sua vez, deve emitir um protocolo, como prova do pedido de encerramento, além de um demonstrativo das obrigações que o cliente deve cumprir, sendo que, a partir deste momento, as tarifas de pacotes de serviços deixam de ser cobradas e o banco tem 30 dias para concluir a operação.



O encerramento, contudo, não poderá ser feito se houver saldo devedor, compromissos ou débitos decorrentes de obrigações contratuais que o correntista mantenha com o banco e cujos pagamentos estejam vinculados à conta corrente.



"É importante que ao encerrar uma conta, o consumidor tenha crédito suficiente para a liquidação de todos os compromissos assumidos com banco, como cheques pré-datados e débitos automáticos", informa o diretor de Autorregulação da Federação, Gustavo Marrone.



Por outro lado, explica a Febraban, a instituição financeira deve acatar o pedido de encerramento mesmo que existam cheques sustados ou cancelados. Neste caso, o correntista deve ser avisado de que, na hipótese desses cheques serem apresentados no período de prescrição, os mesmos serão devolvidos e o consumidor terá que arcar com as obrigações legais.



Fonte: InfoMoney, por Gladys Ferraz Magalhães

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Consumo consciente é fundamental para começar 2010 sem dívidas


Em um ano impactado pela crise financeira, em que os brasileiros tiveram de reduzir seus gastos e muitos acabaram modificando seus hábitos de consumo, o orçamento do final de ano, inflado pelo décimo terceiro salário, parece uma boa oportunidade para comprar mais.

Porém, para a professora de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Myrian Lund, esse é um momento de ser forte e continuar resistindo às tentações do consumo desnecessário. "Por causa da crise, muitas pessoas ficaram represando seus desejos de consumo durante este ano. Mas é muito mais fácil deixar de comprar quando não se tem dinheiro do que quando se tem. Por isso, esse período de décimo terceiro salário exige um esforço maior. O dinheiro está lá e não gastá-lo é uma tarefa bastante árdua, principalmente quando já se sabe que a crise chegou ao fim. Porém, gastá-lo totalmente com supérfluos pode significar um 2010 financeiramente apertado".


Myrian acredita que esse dinheiro deva ser usado para que o ano novo comece sem dívidas. "Não digo que não é para gastar nada. Aliás, acho até que o ideal é que as compras de Natal sejam feitas à vista e que não gerem dívidas para o próximo ano. Mas tudo tem que ter um limite. Não dá para sair gastando sem critério. Além do mais, quem já possui dívidas deve usar o dinheiro para pagá-las o quanto antes e é sempre bom guardar um pouco, afinal, todo ano começa com diversas contas a serem pagas, como IPVA e IPTU", explica.


Consumo consciente


Ainda segundo a professora, para que esse dinheiro seja usado de forma benéfica, é preciso consumir conscientemente. Para isso, ela dá uma dica. "Anote no papel tudo o que você pretende comprar e gastar. É importante que essa lista seja feita em um momento tranquilo, em que você calcule quanto pode e deve gastar".


E completa: "E é ainda mais importante que você leve essa lista ao shopping, na hora de comprar. Os centros de compra são especialistas em induzir você a comprar. Por isso, você deve se focar na sua lista e evitar a todo custo comprar o que não está lá".


Myrian faz um alerta também sobre as compras financiadas. "Todos os anos escuto pessoas falando, algumas até prometendo, que o ano seguinte vai ser diferente, quando o assunto é dinheiro. Uma boa dica para cumprir essa meta é começar o novo ano sem dívidas. Não adianta poupar o décimo terceiro e fazer dívidas acima do valor dele. Portanto, use-o para fazer as compras necessárias, mas poupe também para os impostos que precisam ser pagos nos primeiros meses do ano. Quem conseguir entrar em 2010 sem ter nada para pagar vai ver como é gostoso ter um orçamento mensal mais livre", finaliza.


Fonte: InfoMoney, por Tabata Pitol Peres

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Sistema vai traçar perfil da situação sanitária do Brasil

Quantas farmácias existem no seu município? Quando os alvarás sanitários dos restaurantes e supermercados da sua cidade irão expirar? Essas e outras informações estão disponíveis para órgãos de saúde de todo país no Sistema Nacional de Informação em Vigilância Sanitária (Sinavisa).


O sistema, coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é uma ferramenta de gestão presente em mais de 1,4 mil municípios e 25 estados de todos o Brasil. “O Sinavisa permite que as autoridades sanitárias locais cadastrem estabelecimentos, programem inspeções, acompanhem a qualidade dos produtos que circulam no município e organizem planos de ação”, explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da Anvisa.


Outro instrumento do sistema é o alerta sanitário. “Quando for identificado algum desvio de qualidade em um alimento, por exemplo, os órgãos de vigilância sanitária que utilizam o Sinavisa receberão um alerta imediato e poderão agir de forma mais rápida no recolhimento do produto no mercado”, diz Erthal.


Qualquer município que desejar ter acesso a essa ferramenta pode solicitar, de forma gratuita, treinamento e acesso ao sistema para a Anvisa. “Já estamos sendo procurados e vamos realizar treinamentos onde for preciso, pois a idéia é que os municípios e estados do Brasil utilizem o Sinavisa”, complementa o diretor adjunto da Anvisa.

Reformulação


Atualmente, o Sinavisa passa por um processo de reformulação e melhoria, para que seja de fácil uso por parte dos gestores de vigilância sanitária nos estados e municípios. “Estamos trabalhando para a simplificação do sistema a fim de torná-lo mais usual e não existir mais erros no funcionamento do software”, afirma o gestor do Sinavisa em Alagoas, Fernando da Gama.


Exemplos de sucesso


No Espírito Santo, o Sinavisa já funciona em todos os municípios. Para a gestora do programa no estado, Alice Batista, a alta adesão se deve ao trabalho de sensibilização e realização de convênios junto aos municípios. “No nosso estado não havia nenhum sistema e com o Sinavisa foi possível cadastrar todos os estabelecimentos do estado e saber a situação sanitária de cada um deles”, assegura a Alice.


Outro exemplo de adesão total ao sistema foi no Mato Grosso do Sul. Lá, a gestora do Sinavisa, Gisele Cardozo, percorreu todo o estado para realizar o cadastro dos estabelecimentos sujeitos a vigilância sanitária e realizou oficina com os 78 municípios para divulgar o sistema. “Hoje temos um sistema com informações confiáveis e fidedignas em 100% do estado, fato que não existia”, comenta Gisele.


Em Tocantins, 37 cidades já utilizam o sistema e até o final de 2010 estará presente em 70% do estado. “Apesar das distâncias dos municípios, vamos fazer um pólo em cidades de melhor estrutura e convidar os municípios vizinhos para implementar o programa”, afirma Marcelo Gonçalves, gestora do Sinavisa no estado.



Fonte: Anvisa




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Passagens mais baratas na web



Para os consumidores mais atentos que vivem procurando pela internet vantagens e descontos interessantes para adquirir bens e serviços (dependendo da ocasião, o desconto é bastante grande), mais uma forma de pechinchar – seria uma espécie de ‘pechincha virtual’.


Reportagem recente do Jornal Gazeta do Povo, a qual passamos a reproduzir reporta e informa as vantagens de se conseguir passagens aéreas mais baratas, aproveitando promoções das aéreas, acompanhe:


O microblog Twitter, com seus 140 caracteres por mensagem, é uma ferramenta essencial para quem quer encontrar pechinchas aéreas. A opinião é do blogueiro Rodrigo Purisch, que mantém o blog Aquela Passagem, desde 2006, especializado em dicas de como encontrar passagens aéreas a bons preços. “O twitter das companhias aéreas é uma das formas mais eficazes para acompanhar promoções das passagens nacionais. Eu mesmo já comprei assim”, diz Purisch.


O blogueiro conta que para as passagens internacionais as companhias estrangeiras não têm contas no Twitter voltadas para o público brasileiro. Nesse caso, a dica é fazer um cadastro direto no site das empresas ou acompanhar blogs especializados em passagens aéreas. “Não existe previsibilidade para promoções”, afirma Purisch, que mora em Belo Horizonte (MG).


Acompanhar somente o twitter das companhias aéreas, no entanto, não é garantia de bons negócios. Sylvia Lemos, moradora de Porto Alegre (RS), diz que so­­mente neste ano comprou uma dezena de passagens depois de mensagens que viu no Twitter, mas não no das companhias aéreas. “Estou sempre ligada, olho tudo diariamente e tenho um ca­­lendário de datas com os melhores períodos para cada lugar, fu­­gindo das chuvas, e dos melhores dias para o Nordeste, lua cheia e lua nova”, explica Sylvia.


Ela garante que com esses dados pode decidir em poucos minutos se a oferta da passagem possui um bom custo-benefício. “Compro no momento em que a tarifa vantajosa aparece. Muitas vezes, meia hora depois ela não existe mais.”


Purisch afirma que não existe uma regra para promoções de passagens aéreas no Brasil, mas na alta temporada elas tendem a ser menos frequentes. A liberação da tarifa das passagens para voos internacionais, adotada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em abril, mostra que uma das grandes vantagens do preço livre é a possibilidade de as empresas realizarem promoções. Antes, com uma tarifa mínima, promoções eram algo raro, visto que os preços entre as concorrentes eram muito semelhantes.


Concorrência


Normalmente, existe um número limitado para passagens promocionais nos aviões. Cada companhia adota uma estratégia diferente, tanto nos preços quanto na forma de divulgação das promoções. Para a empresa Webjet, as promoções aumentam, em média, de 20% a 30% a taxa de ocupação de um voo. A Azul, que começou a operar no fim do ano de 2008, adota promoções-relâmpago.


“Fizemos a da passagem a R$ 16 para ir ao Rio de Janeiro, como comemoração pela escolha da cidade como sede das Olimpíadas de 2016”, explica Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul. Ele conta que, dependendo da promoção, a empresa adota meios diferentes para divulgação. “Depende da praça, do período, do mercado e de outros fatores. As promoções são divulgadas em veículos de massa, como a televisão, e em outros meios como a web. Usamos táticas virais, lançamos na internet a informação sobre a promoção e deixamos que se espalhe”, disse.


A reportagem também entrou em contato com as empresas TAM e Gol, para comentar sobre promoções aéreas, mas as assessorias de imprensa afirmaram que não poderiam repassar essas informações.


É preciso ficar atento para as “pegadinhas”


O blogueiro Rodrigo Purisch, do site Aquela Passagem, alerta que, na web, nem tudo o que parece promoção realmente é. “Há regras que as pessoas acabam não lendo. Por exemplo, se você precisar mudar de rota ou a data da passagem, terá que pagar uma tarifa até mais cara que a original. As pessoas precisam ter essa visão crítica. Tem que fazer uma compra consciente. Comprar por impulso às vezes não fica barato, porque existem muitas pegadinhas”, afirma.


Milhas

Outra forma de deixar a passagem mais acessível é utilizar o cartão de crédito para conseguir milhas. “Uma passagem nacional custa em média 20 mil milhas. Para ganhá-las só voando, sairia muito caro. O uso do cartão de crédito pode abreviar a conquista dessas milhas. Mas é preciso ficar atento, porque os juros do cartão são os mais altos do mercado. Se não houver um controle nos gastos o resultado pode ser o inverso”, diz.


Links úteis

Blogs e sites:

http://www.aquelapassagem.com.br/


blog.mundi.com.br


http://www.decolar.com/


http://www.passagemaerea.com.br/


http://www.voesimples.com.br/


Empresas aéreas:


Azul -viajemais.voeazul.com.br


Gol - http://www.voegol.com.br/


TAM - http://www.tam.com.br/


Webjet - webjet.com.br

Twitter:


twitter.com/azulinhasaereas


twitter.com/Voe_Gol


twitter.com/TamAirLines


twitter.com/Webjet


Fonte: Gazeta do Povo

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Transgênicos


Esta noticia é bastante longa, mas merece ser conhecida por todos: existe um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que pretende omitir informação aos consumidores sobre a presença de transgênicos nos alimentos produzidos.

O Idec, como sempre, lutando em favor de todos nós consumidores, vem a público contra tal iniciativa e vai mais além, conta de forma bastante detalhada o que é e como pode ocorrer, se a dita lei for aprovada e como se fazer para impedir isso.
Leitura obrigatória, acompanhe:

Idec alerta para projeto que pretende restringir a rotulagem de transgênicos

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4.148, de 2008, de autoria do deputado Luis Carlos Heinze, que pretende negar o direito do consumidor à informação sobre a presença de transgênico.

Este projeto propõe alterar e acrescentar dispositivos ao artigo 40 da Lei de Biossegurança - Lei 11.105, de 24 de março de 2005. A redação atual deste dispositivo legal determina que:

"Art. 40. Os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM ou derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, conforme regulamento."

O Decreto 4.680/03 regulamenta este dispositivo e dispõe sobre a rotulagem desses alimentos, exigindo a informação tanto nos produtos embalados como naqueles vendidos a granel ou in natura, sejam eles destinados ao consumo humano ou animal.

Este decreto estabelece que no rótulo, embalagem ou recipiente do produto alimentício, deverá constar em destaque um símbolo criado para designar a presença de transgênico e uma das seguintes expressões: "(nome do produto) transgênico", "contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)" ou "produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico". Outra informação relevante que deve constar no rótulo, de acordo com o Decreto, é a espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.

O decreto ainda estabelece que os alimentos e ingredientes produzidos a partir de animais alimentados com ração contendo ingredientes transgênicos deverão trazer em seu rótulo a expressão: "(nome do animal) alimentado com ração contendo ingrediente transgênico" ou "(nome do ingrediente) produzido a partir de animal alimentado com ração contendo ingrediente transgênico".

O Ministério da Justiça, através da Portaria 2.658, de 22 de dezembro de 2003, estabeleceu um símbolo para facilitar a identificação do consumidor quanto a esta característica do produto. Este símbolo, que deve constar no rótulo dos alimentos transgênicos, consiste em um triângulo com a letra "T" em seu interior, sendo suas bordas e a letra na cor preta e o seu fundo interno na cor amarela.

Apesar de assegurar o direito à informação dos consumidores, esta regulamentação ainda não é ideal, principalmente pois estabelece que a informação é obrigatória somente se houver mais que 1% de alimento ou ingrediente transgênico. Por essa restrição violadora do direito básico assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor, o Idec e o Ministério Público Federal intentaram uma ação civil pública julgada favorável em 1ª instância para garantir a informação, independentemente do percentual de ingrediente transgênico no alimento. Outras ações estão em tramitação no país com o fim de preservar esse direito básico do consumidor.

O PL 4.148/2008, em questão, propõe que o artigo 40 da Lei de Biossegurança passe a ter a seguinte redação:


"Art. 40. Os rótulos dos alimentos destinados ao consumo humano, oferecidos em embalagem de consumo final, que contenham organismos geneticamente modificados, com presença superior a 1% de sua composição final, detectada em análise especifica, deverão informar o consumidor, a natureza transgênica do alimento.

§ 1º. A informação estabelecida neste artigo deve constar nos rótulos dos alimentos embalados na ausência do consumidor, bem como nos recipientes de alimentos vendidos à granel ou in natura diretamente ao consumidor, devendo ser grafada, em destaque, de forma legível, utilizando-se uma das seguintes expressões, dependendo do caso: "(nome do produto) transgênico" ou " contém (nome do ingrediente) transgênico".


§ 2°. Aos alimentos que não contenham organismos geneticamente modificados será facultada a rotulagem " livre de transgênicos", desde que tenham similares transgênicos no mercado brasileiro e comprovada a total ausência no alimento de organismos geneticamente modificados, através de análise específica.

§ 3º. O direito à informação para os alimentos que envolvam organismos geneticamente modificados está disciplinado exclusivamente neste artigo e a sua não observância implicará na aplicação das penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e demais normas aplicáveis.

Portanto, comparando-se a regulamentação atualmente vigente e o Projeto de Lei em questão, pretende-se, em suma: 1) não obrigar a informação sobre a presença de transgênico no rótulo se não for possível sua detecção pelos métodos laboratoriais, o que exclui a maioria dos alimentos (como papinhas de bebês, óleos, bolachas, margarinas); 2) não obrigar a rotulagem dos alimentos de origem animal alimentados com ração transgênica; 3) excluir o símbolo T que hoje permite a fácil identificação da origem transgênica do alimento (como tem se observado nos óleos de soja); e 4) não obrigar a informação quanto à espécie doadora do gene.

O deputado autor deste projeto justifica-se inclusive questionando a atuação de organizações de defesa do consumidor, chegando ao absurdo de afirmar que "algumas organizações, sob o pretexto de informar o consumidor, pretendem que o rótulo do alimento funcione como ferramenta de contra propaganda, intuito com o qual a legislação em vigor tem ido de encontro, ao estabelecer frases e símbolo, sem conteúdo esclarecedor, ora inúteis, ora desinformantes, o que, em verdade, leva o consumidor a uma situação exatamente contrária àquela objetivada pela Lei 8.078/90".


Porém, fica evidente que este Projeto de Lei fere o direito à escolha e à informação assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor. É bom que fique claro que não se trata, neste momento, de discutir a segurança alimentar dos produtos transgênicos, mas o direito puro e simples à informação e à escolha do que consumir.

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 6º, inciso III, é expresso ao prever que é direito do consumidor ser informado de forma clara sobre os produtos que lhe são oferecidos, inclusive alimentos, devendo as embalagens e rótulos conter especificações corretas de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que o alimento apresenta. Além disso, determina que as informações apresentadas nos rótulos e embalagens devem ser claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa, inclusive quanto à origem do produto alimentício (artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor).

Portanto, a informação plena é direito assegurado pela Lei nº 8.078/90: independentemente de risco, é direito do consumidor ser informado e poder escolher se quer ou não consumir um alimento transgênico.


A proposta em questão ainda prejudica o controle adequado dos transgênicos, já que a rotulagem de transgênicos é medida de saúde pública relevante para permitir o monitoramento pós-introdução no mercado e pesquisas sobre os impactos na saúde, bem como viola o direito dos agricultores e das empresas alimentícias que optam por produzir alimentos isentos de ingredientes transgênicos.

Por fim, tal Projeto de Lei descumpre compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança que demanda que os países membros adotem medidas para assegurar a identificação de organismos vivos modificados nas importações/exportações, destinados à alimentação humana e animal (artigo 18. 2. a) - para tornar obrigatória a adequada identificação das cargas a partir de 2012 (decisão BS-III/10, item 7).

Por fim, esta iniciativa ignora a vontade da população que, segundo diversas pesquisas de opinião, já declararam que querem saber se um alimento contém ou não ingrediente transgênico (74% da população - Ibope, 2001; 71% - Ibope, 2002; 74% - Ibope, 2003; e 70,6% - Iser, 2005).


O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que acompanha a introdução dos alimentos geneticamente modificados no país desde 1996 e batalha principalmente para garantir o respeito à saúde dos consumidores, ao meio ambiente saudável e a rotulagem destes alimentos, está atento ao andamento deste Projeto de Lei e, inclusive, assinou juntamente com outras 56 organizações, como o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor, o Brasilcon - Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, o IBAP - Instituto Brasileiro de Advocacia Pública, o IEDC - Instituto Estudos Direito e Cidadania e o Ministério Público do Estado de São Paulo - Centro de Apoio Cível e de Tutela Coletiva - Área do Consumidor, a Moção pelo Direito de Saber (disponível no site), que foi entregue nesta quarta-feira (18/11) aos deputados, buscando garantir a preservação do direito de informação dos consumidores junto à Câmara dos Deputados.

Fonte: Última Instância, por Juliana Ferreira (Idec)
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Setor fonográfico quer desoneração, para diminuir preço de CDs e DVDs


Com o objetivo de reduzir os preços de CDs e DVDs, em combate à pirataria, parlamentares e artistas pediram nesta semana ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração do setor fonográfico.



"Aqui nós não estamos tratando de uma questão de arrecadação. Estamos tratando de uma forma de proteger a cultura brasileira. Neste caso, a cultura musical. A indústria fonográfica perdeu 50 mil empregos ao longo dos últimos anos", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), após a reunião com o ministro e artistas, segundo a Agência Brasil.


Tributos


Dentre os tributos incidentes na cadeia produtiva do setor fonográfico, estão o PIS (Programa de Integração Social), a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), no âmbito dos estados.


Apesar de não dar respostas definitivas ao setor, Mantega orientou a equipe do ministério a estudar saídas para atender às reivindicações. Fontana afirmou que, em breve, soluções devem ser anunciadas.


A expectativa, segundo o deputado, é de que o mercado possa oferecer música barata nas diferentes formas ao cidadão, por meio de todas as mídias, inclusive as digitais.


Pirataria


Uma pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) mostrou que a alta carga tributária e a facilidade de reprodução de mídias fazem com que os CDs e DVDs sejam os produtos piratas mais consumidos pelos brasileiros.


De acordo com os dados, entre 2006 e 2009, 44% dos brasileiros acima de 16 anos consumiram algum produto pirata. Somente em 2009, a proporção foi de 46%, sendo que 78% compraram CDs e 68%, DVDs.


A pesquisa conclui que a facilidade com que os falsificadores podem reproduzir essa mídias, pelos avanços e pela disseminação da informática, além da carga tributária que chega a 43,25% do preço do produto, ajuda a compreender o fato de estes serem os produtos mais buscados pelos brasileiros no mercado ilegal.


Fonte: InfoMoney, por Flávia Furlan Nunes

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Operadoras de celular dizem que clientes podem cancelar envio de mensagens publicitárias



Em resposta à recomendação encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, que defende a proibição do recebimento de mensagens de texto SMS não autorizadas pelos consumidores, as operadoras de telefonia celular afirmaram que há procedimentos que podem ser tomados pelos próprios clientes para impedir o recebimento desse tipo de mensagem.


Em nota encaminhada à Agência Brasil, a Claro respondeu que só envia mensagens publicitárias quando o cliente assina o termo de adesão autorizando o seu envio e que “observa a legislação e regulamentação vigentes”. De acordo com a operadora, o cliente pode cancelar o recebimento dessas mensagens ligando para a central de atendimento no telefone 1052.


A Vivo respondeu que ainda não foi notificada pelo Ministério Público, mas afirmou que seus clientes podem habilitar ou desabilitar, gratuitamente, o serviço de envio de mensagens publicitárias por meio de um de seus canais de atendimento.


Já a TIM e a Oi responderam que apenas cumprem a legislação vigente determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).


O procurador Márcio Schusterschitz da Silva Araújo também quer que a Anatel exerça seu poder regulador para proibir que as operadoras encaminhem essas mensagens não autorizadas aos usuários de celular.


Fonte: Agência Brasil

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cada brasileiro emite por ano 10 toneladas de gás carbônico, informa Inpe


Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).



"Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial", disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).


A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C).


"Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite", disse Carlos Nobre.


Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.


"Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um", defendeu.


O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15.


"Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido", afirmou.


A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.


Fonte: Agência Brasil, por Priscilla Mazenotti

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Procuradoria quer proibir envio de torpedo por operadora de celular


O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que as operadoras de telefonia Vivo, TIM, Oi e Claro não encaminhem ao celular dos clientes, via mensagem de texto SMS ou por qualquer outro meio, mensagens não solicitadas.




A Procuradoria informou ainda que requisitou, também, que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), "exerça seu poder regulador e vede que as operadoras encaminhem as mensagens não autorizadas pelos usuários de celular".


O procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, informou que entende "que o cliente tem o direito à privacidade e, por isso, não deve ser incomodado se não desejar".


"As empresas ofendem a privacidade do usuário invadindo a sua tranquilidade, o seu sossego enviando mensagens, promoções, jogos de azar que o cliente não quer receber", afirmou o procurador.


De acordo com o entendimento da Procuradoria, as empresas utilizam os dados cadastrais da base de clientes para enviar mensagens que, muitas vezes, o usuário não quer receber.


Para Schusterschitz, os dados cadastrais não podem ser utilizados como lista de envio de propaganda ou promoções. "Corremos o risco de uma spamização do celular", disse.


Fonte: Folha Online

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Saúde compromete 23% do orçamento das famílias de baixa renda no Brasil


Os gastos com saúde representam, em média, 23% do orçamento da população de renda baixa no Brasil. O dado é de uma pesquisa da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) intitulada "Determinante dos Gastos das Famílias com Saúde no Brasil".


Entre as famílias mais ricas, a média de comprometimento do orçamento mensal com gastos relacionados a saúde fica em torno de 3% e 4%.


Outro estudo, apresentado pelos pesquisadores durante um evento nesta terça-feira (17), na USP, revelou que mais de 7% das famílias brasileiras gastam mais de 20% de seus orçamentos com planos de saúde, medicamentos, consultas e internações.


Gastos catastróficos O alto comprometimento dos brasileiros com saúde coloca o País em penúltimo lugar no ranking do desempenho dos sistemas de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisa 59 países.


Pela classificação, 10,3% das famílias brasileiras estariam incorrendo no chamado "gasto catastrófico", que significa quando mais de 40% da renda familiar é gasta com despesas de saúde. Para comparação, na Argentina apenas 5,8% das famílias estão nessa situação, e no México a taxa é de 1,5%.


Segundo o levantamento da OMS, apenas o Vietnã tem desempenho superior ao brasileiro, com 10,5% das famílias gastando mais de 40% de sua renda com saúde.


Fonte: Infomoney

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